E-commerce • Moda infantil
Três anos de estrutura, e uma operação que cresceu 75%
O cliente já anunciava. Só não sabia exatamente o que estava funcionando, nem o que estava sendo desperdiçado.
Mar/2023 → Jan/2026
Uma loja sólida. Uma operação de ads que não acompanhava.
Quando chegamos, a loja já funcionava bem. Uma operação madura, com produtos de demanda comprovada e equipe rodando. O dono não precisava ser convencido de que a internet era importante, ele já anunciava no Google e no Meta há algum tempo.
O problema era mais sutil. As vendas apareciam, mas ninguém sabia de onde vinham de verdade. O tracking do Google Ads não registrava os valores das conversões: o sistema enxergava que uma venda aconteceu, mas não quanto essa venda valeu. O algoritmo otimizava no escuro, sem distinguir uma venda pequena de uma venda grande. Na Meta, criativos de consciência de marca disputavam orçamento com campanhas de venda, sem separação de propósito. O funil existia na teoria, mas não na prática.
O resultado era uma sensação difícil de nomear: a loja crescia, os anúncios rodavam, mas havia sempre uma dúvida de fundo. O que exatamente está puxando isso? E se a gente parar alguma coisa, o que cai?
Primeiro, enxergar. Depois, estruturar.
A primeira entrega não foi uma campanha nova. Foi consertar o que já existia para que pudéssemos enxergar com clareza. Corrigimos o tracking via Google Tag Manager para que os valores de conversão chegassem corretamente ao Google Ads. Parece técnico, e é. Mas a consequência prática é que, a partir dali, cada decisão de lance e orçamento passaria a ser baseada em receita real, não em volume de cliques.
Com os dados funcionando, a estrutura ficou legível. No Google Ads, a campanha de branded estava misturada com as demais, o que faz o sistema capturar tráfego que já seria orgânico e distorce o que a publicidade realmente gera. Isolamos o branded e negativamos nas outras campanhas. Separamos pesquisa de display completamente: display virou canal exclusivo de remarketing. No Shopping, segmentamos por faixa etária, não por hipótese, mas para descobrir onde havia mais demanda e margem. Produtos em promoção ganharam uma campanha própria, porque têm dinâmica de compra completamente diferente dos regulares.
No Meta Ads, o problema central era desalinhamento entre intenção e criativo. Campanhas de conversão rodavam com peças de branding, e o algoritmo ficava sem saber o que otimizar. Alinhamos objetivo com criativo em cada nível. Estruturamos o funil com públicos fora da janela de remarketing no topo e remarketing segmentado no meio e no fundo. Os criativos institucionais ganharam uma campanha de engajamento separada, sem competir com orçamento das campanhas de venda. Nenhuma dessas mudanças era revolucionária isolada. A combinação delas, com consistência ao longo de três anos, foi o que gerou os números abaixo.
A variação, por canal.
Comparativo dos principais indicadores desde o início da gestão até janeiro de 2026.
Estrutura bem feita composta ao longo do tempo.
O crescimento de 75% sobre uma base que já era grande não veio de uma virada de chave. Não houve um mês de explosão, nem uma campanha que resolveu tudo. Veio de ajustes consistentes sobre uma estrutura montada desde o início para durar.
O padrão se repete nas lojas que acompanhamos: as que mais crescem não são as que mais gastam, são as que têm mais clareza sobre onde cada real está indo e o que ele está gerando. Essa loja chegou com o negócio funcionando bem, e o que faltava era enxergar a operação de anúncios com a mesma nitidez do resto. Resolver isso antes de escalar foi a decisão que fez diferença.
Três anos depois, seguimos juntos.
Se você reconhece esse cenário na sua operação, vendas acontecendo mas sem clareza real de onde vêm, é exatamente disso que tratamos.
